16 de Abril de 2008
Será que um comunicado emitido por um organismo camarário não será uma manifestação de pré-campanha?

Para divulgar as actividades das Associações da Cidade é preciso mil e uma burocracias. Contudo, para manifestar a posição de um partido, tratando agressivamente outro já é fácil fazer.

Haja, decoro.

Podem ver o atentado a democracia aqui.
publicado por Luís Caldas às 18:16

17 de Dezembro de 2007
Nas noticias da semana passada veiculavam informações de que existiam para ocupar em Braga cerca de quinze mil habitações. Ou seja, são cerca de Quinze Mil casas (não contam aquelas que estão ainda a ser acabadas) para ocupar num Concelho que tem cerca de 160 Mil habitantes.

Isto, na minha opinião, só pode reflectir os erros sucessivos de anos e anos de governação camarária sem uma política estruturada de habitação. Os prédios surgem como cogumelos, em locais mais estranhos e descurando outros aspectos que são fundamentais para os Bracarenses.

As estruturas políticas não podem esquecer que garantir habitação acessível economicamente a todos, não chega. Não se pode garantir que essas habitações sejam sujeitas ao poder imobiliário e da construção civil sem que se tenham em conta aspectos ambientais, educacionais e culturais.

Braga, cresceu em prédios, sem dúvida é um bom dormitório, mas uma cidade da dimensão de Braga, não pode almejar apenas ser um dormitório, tem de apostar em todas as vertentes que façam jus ao slogan que há alguns anos a JS lançou que dizia:
"É bom viver em Braga"
Discordo disto, neste momento posso dizer: É bom dormir em Braga!
publicado por Luís Caldas às 19:51

23 de Novembro de 2007
Longe vai o tempo em que Bracara Augusta deixou de pertencer ao Império Romano, um Império decadente e que não se conseguiu segurar no tempo. Todavia, há por terras aqui do burgo quem ainda relembre a história.

«Hoje vou contar uma história. Então é assim: era uma vez um imperador e um construtor. O imperador governava há mais de 30 anos e dizia-se que o seu âmbito de influência já tinha ultrapassado as suas competências de governante, a ponto de, em surdina, recaírem sobre ele suspeitas…

Este imperador, como homem que gosta das coisas da sua terra, sempre se empenhou muito no circo da cidade e sempre procurou colocar na liderança do mesmo pessoas da sua confiança. Ao longo de muitos anos, apesar dos esforços do imperador para que o circo fosse bem sucedido, este passou por vários momentos de instabilidade directiva e financeira. Até que um dia, o imperador conseguiu recrutar para o seu circo um jovem construtor de sucesso.

Apesar de não ser grande adepto do circo da cidade (era conhecido por gostar de outro, numa localidade próxima) o construtor conseguiu, em poucos anos, resultados históricos a todos os níveis, tornando o circo uma referência além-fronteiras, quer na qualidade dos espectáculos, quer na gestão financeira.

Tudo correu bem até um dia. O construtor teve uma birra com o imperador: ou era fortemente apoiado pelo império para edificar uma academia de circo, ou então batia com a porta! O imperador, pouco habituado a ultimatos, não gostou. Inicialmente, deu a entender que não cedia a birras e caprichos. No entanto, o esforço de algumas semanas para encontrar um substituto para a liderança do circo foi infrutífero. O construtor tinha colocado o circo num patamar tal, que era difícil ser substituído sem comparações ou sem o risco de se voltar à instabilidade do passado. E o imperador não queria chatear-se muito com o tema.

Perante tal situação, o imperador cedeu e fez a vontade ao construtor e este continuou como líder do circo. Mas com uma contrapartida: o construtor teria que dar trabalho ao filho do imperador. Acordo selado, o filho do imperador começou a trabalhar no departamento comercial do circo. Qualquer semelhança com alguma realidade é pura coincidência. Ou não…»

Daniel Lourenço no Diário do Minho 21 Novembro 2007
publicado por Luís Caldas às 15:03

12 de Novembro de 2007
Foi conhecido hoje os montantes que as diversas autarquias têm de dividas. Verdadeira novidade é o facto de a tão badalada CMLisboa não ser a que apresenta maior dívida, mas surge em segundo, atrás da Câmara Municipal de Gaia.

Os Gaienses reconhecem uma bela obra e cheia de sucesso a Luís Filipe Menezes. Porém, como reagirá o recém-eleito Presidente do PSD à guerra política que será gerada em torno deste facto?

Será que com Menezes no Governo voltaremos a ver o deficit e a despesa pública a subir? Eu acredito em tudo, mas acho que pior é impossível.
publicado por Luís Caldas às 20:41

29 de Outubro de 2007
Pensarão alguns de vós que este texto será um espelho de algo distante, talvez remoto a um país longínquo. Estão errados, para aqueles que como eu são de Braga, não poderiam estar mais perto.

Braga é um Império decadente, filho de uma Revolução que nunca chegou a acontecer nesta cidade. O seu poder não sai das mãos da mesma pessoa à mais de trinta anos. Dizem alguns que o trabalho deste edil na autarquia bracarense é louvável e deixa obra. Aceito que o digam, porém a que custo?

Onde está o belo Campo da Vinha repleto de árvores? Foi substituído por um parque de estacionamento e algo que dizem ser arquitectonicamente belo, não vejo onde, vejo sim betão e mais betão.

Onde está o novo Hospital de Braga, prometido há quase 20 anos? Não está, irá avançar no próximo ano, fruto de pressões da autarquia bracarense? Não me parece.

Onde está a requalificação do Parque da Ponte, tornando-o o verdadeiro ponto verde e dinâmico da cidade?

Para que freguesia irá o maior parque de diversões do país? Também não será em Braga, vai para Penafiel.

Quais são os transportes públicos mais caros do País? Está é fácil senhor Mesquita, chamam-se Transportes Urbanos de Braga.

Há assaltos na zona da Universidade do Minho, os cidadãos pedem policiamento... Que faz a policia? Operações Stop na referida zona. Sabe como é senhor Presidente, os ladrões andam de carro e em excesso de velocidade e com documentos roubados.

Porque demorou uma obra pública mais de 10 anos a ser feita? Porque é o Teatro Circo o único espaço de dinamização cultural da CMB? Porque não publica a CMB no seu Diário Digital as actividades culturais desenvolvidas pelas Associações de Estudantes de Braga, mesmo após pedidos insistentes destas? Não será a Cultura da Cidade importante? Ou será que é preciso de ser do partido para ter tal divulgação?

Porque é que nesta cidade impera o feudo, em que o Senhor Imperador eleito democraticamente por aqueles que vêem o donativo e a cacicagem como o tapa-buracos, a promessa vã e oca. Como tem sido enganado o povo bracarense. Fieis ao único imperador que tiveram, que nasceu e vive no presente, mas que comanda e dita como se no passado estivesse.

Espero que o Rio da mudança leve finalmente Braga para a frente e que deixemos de falar de Braga como o local onde é segundo o Slogan é bom viver, mas que passem a ser os cidadãos de Braga a dizerem: É BOM VIVER EM BRAGA.

Rumo a 2009.
publicado por Luís Caldas às 13:58

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