06 de Março de 2009

"Nada é tão perigoso como deixar permanecer um homem muito tempo no poder. O povo habitua-se a obedecer-lhe e ele habitua-se a mandar. Daqui nasce a usurpação e a tirania."

Simon Bolívar

publicado por Luís Caldas às 00:19

Sim Graça, a enfermagem é desunida, mas já não é de agora. E muito do que diz neste seu último comentário também corresponde à verdade, contudo, não podemos generalizar, porque eu, e concerteza que a graça também, conhecemos apenas uma pequena parte da realidade da enfermagem, dado que o país têm muitos hospitais, centros de saúde, clínicas...com os quais não temos sequer contacto algum.
Enfermairos docentes separados do ministério da saúde é uma situação que por si só não é um problema, o problema é a irresponsabilidade com que alguns docentes leccionam (sem procurarem actualizar-se e contactarem com a realidade laboral) e como atribuem notas (em algumas escolas dá-se 18 a alunos que noutras chumbavam), por exemplo.
Enfermeiros chefes que lutam por uma classe de gestores, talvez. Mas o maior problema é quando se tem chefes que não defendem a sua própria equipa, que não elogiam quando há um esforço suplementar, mas logo penalizam e humilham quando se tem uma pequena falha, ou ainda quando exigem cada vez mais e mais e mais tarefas e melhores cuidados sem pensar na escassez de recursos humanos e só pensando na imagem boa que o serviço passa para exterior, à custa dos escravos que trabalham para os lordes estarem sentados à secretária a fazer horários e a ganhar mais de o dobro. Não falando ainda daqueles que, em certas situações, se acagassam todos ao pé dos médicos não sabendo sequer defender a razão quando sabem perfeitamente que a têm.
Enfermeiros que querem quase todos vir a ser chefes, por si só não é problema, a ambição faz parte do ser-humano, o problema é que muitos querem ser chefes sem esforço e dedicação à profissão, e apenas porque vão ganhar mais, enquanto outros o querem a todo o custo atropelando-se uns aos outros prejudicando o bom ambiente e o trabalho de equipa. Este problema acabaria se a carreira proposta pelo sindicato fosse aprovada pelo governo, porque esta contemplava uma carreira horizontal em que qualquer enfermeiro poderia chegar ao topo da carreira continuando a prestar cuidados, ou seja, sem ter de necessariamente chegar a chefe. Uma carreira mais justa portanto. Mas isto que eu disse não implica que se passe em toda a enfermagem, e que por si só, a torne uma podridão. A enfermagem foi das profissões que mais evoluiu tecnicamente e teoricamente desde o 25 de abril, e ter enfermeiros com um nível de formação superior, comparativamente com os de há uns anos atrás, só valoriza a profissão. Contudo, infelizmente temos um país(governos) e uns sindicatos e uma ordem que não funcionam devidamente.

Como vê, na blogosfera é facil entendermo-nos quando se fala abertamente pondo tudo em "pratos limpos". A graça argumentou e eu argumentei também. Fiquei esclarecido quanto à imagem que tem da enfermagem, e espero, que também tenha ficado em relação às minhas opiniões.

Não tem nada que agradecer. É para mim, um prazer dialogar.
15 de Junho de 2009 às 02:03

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