17 de Dezembro de 2008
É a número um do país em Investigação. Possui apesar da sua juventude um grande dinamismo e uma boa dinâmica de trabalho. Parabéns a UMinho, e que o governo comece a premiar o desempenho cientifico de universidades como esta, sem o recurso ao corte orçamental.

fonte: blasfémias
publicado por Luís Caldas às 21:53

24 de Fevereiro de 2008
A Universidade do Minho é uma das Universidades de vanguarda do País, é a par da Universidade de Aveiro, uma das melhores do país em termos de investigação científica e sucesso escolar dos alunos.

É com grande estranhar que se constata que segundo o Governo o investimento no Ensino Superior estava a aumentar, como é então possível esta notícia?

Será que o nosso Governo investe nas Universidades pouco produtivas e que não procuram investir na Investigação e deixa aquelas que melhores resultados têm a mercê do investimento privado e do auto-financiamento? Será isto uma pressão para a criação das ditas fundações?

Quem paga com isto são os estudantes que vêm os seus gastos cada vez mais aumentados.

Pior que investir mal, é não investir naquilo que poderá dar frutos, nome e mais investimentos (nomeadamente privados) para o país!
publicado por Luís Caldas às 11:46

20 de Dezembro de 2007
Há uns tempos atrás ninguém me veria dizer as coisas que aqui vou dizer hoje, mas tendo em conta a avaliação que tenho feito dos últimos anos da situação laboral permiti-me fazer esta análise ao Ensino em Portugal. Não vou falar em sucesso ou insucesso escolar. Não vou falar se os professores são ou não capazes. Não vou falar se deve-se obrigar a andar na escola ou não.

Vamos falar da adequação do Ensino ao mercado de trabalho.

Começo por falar do Ensino Superior. O Ensino Superior nas suas duas vertentes está a muito tempo esgotado. São vários os cursos que se encontram desajustados da realidade das necessidades do país. Exemplo disso, são os numerosos cursos que apenas têm como saída profissional o ensino e que há alguns anos que os seus profissionais se encontram em situações de desemprego.

Deixo aqui a primeira questão: Valerá a pena continuar a investir na qualificação para apenas se dizer que se detém um curso superior que para nada serve à posteriori?

O Ensino Secundário está viciado e é competitivo, os alunos que lá se encontram, muito dificilmente se preocupam em aprender. Estão mais a ser preparados para um exame final que lhes vai, socialmente definir como sendo detentores de sucesso estudantil ou vitimas de fracasso, isto é, vivem durante 3 anos para preparar a entrada no ensino superior. A que custo? Na minha opinião, o preço que se paga por esta luta sobrehumana que existe é de tal forma prejudicial ao ensino que faz com que muito pouco aprendam os estudantes do ensino secundário e que lhes retira totalmente conhecimentos de cidadania, democracia, iniciativa e liberdade de escolha.

Segunda questão: Não será o ensino secundário apenas um local de passagem que pouco contribui para a formação da pessoa, caso não opte por entrar no ensino superior ou o curso que enveredou não seja de uma componente técnica.

Por último, vou falar do Ensino Técnico, parece-me ser uma boa aposta para aquelas pessoas que se encontram no final do ensino básico ou ensino secundário. Este ensino parece-me ir de encontro a algumas das necessidades do país. Contudo não se pense que é perfeito. Abundam também neste, cursos que estão desajustados e que se fazem com base em fundos sociais europeus, agora chamado de QREN.

Última questão: Que aposta deve Portugal ter em termos de ensino para que se forme adequadamente?

A esta vou responder com a minha opinião. Portugal, precisa urgentemente de pensar as suas estruturas de ensino. É importante apostar numa formação em várias vertentes e que permita a qualificação técnica e cientifica dos portugueses. É importante reformular os vários cursos, que não têm saída profissional, não acabando com eles, mas diminuindo o seu acesso para que aqueles que optem por essa vertente possam ser substitutos naturais dos processos de envelhecimento e reforma da população. É importante apostar na qualificação técnica e na qualificação dos quadros das pessoas que já se encontram no mercado de trabalho. Não apenas com a atribuição de títulos académicos ou graus de escolaridade, mas com formação apoiada e concertada com as empresas para que se adeque as necessidades destas. Por último, é fundamental criar na população um espírito positivista de consciência cívica e de intervenção para que os portugueses consigam deixar de pensar em si como sendo os coitadinhos, mas que invistam para a formação do seu próprio emprego e que criem nichos económicos que sejam pequenas empresas e que possam também elas ser motores da mudança em Portugal. Urge que os nossos empresários tenham conhecimentos não só na sua área de investimento, mas em várias e com um bom suporte formativo em gestão e economia. Só assim, poderemos aproveitar o QREN para que seja a verdadeira rampa de lançamento para que Portugal aproveitando os fundos europeus cresça e se coloque na vanguarda da Europa e deixe finalmente a retaguarda.
publicado por Luís Caldas às 14:17

18 de Novembro de 2007
Dedico esta pequena reflexão aos jovens que ainda lutam para que a resposta a esta pergunta não seja afirmativa.

Longe vai o 25 de Abril, que teve numa das suas bases de criação, o movimento estudantil que não se confromava com as políticas da Ditadura e que fez de tudo para conquistar a liberdade. As manifestações de 1961 ditaram muitos presos, porém, os estudantes marcaram uma posição bem clara. Não concordavam, não aceitavam, não podiam tolerar as políticas levadas a cabo pelo governo.

Os estudantes, principalmente os do Ensino Superior, primaram no pós-ditadura pela constituição de movimentos organizados que permitem debater, intervir e reivindicar. As Associações de Estudantes foram crescendo, ganharam peso e poder social. Eram ouvidas. Com isso, foram conquistando destaque no governo das instituições do Ensino Superior. Estando presentes em todos os órgãos de governo das Universidades e Politécnicos.

Contudo, os filhos da democracia foram crescendo, e a irreverência estudantil foi diminuindo. Verifica-se nos últimos anos, uma diminuição cada vez mais da participação estudantil. Exemplo disso é a Universidade do Minho. Longe vão os tempos onde havia três listas para a Associação Académica, num universo de 17000 estudantes, votam cerca de 3000. De eleições duras e renhidas, atingimos este ano o menos lógico. Em 17000 estudantes, apenas cerca de 40 se mostram dispostos a tomar as rédeas de uma das maiores Associações de Estudantes do País, sim porque ao que parece, apenas 3 listas se apresentaram a estas eleições, interessante ou não é número de órgãos a eleger (Direcção, Conselho Fiscal e Jurisdicional, Mesa da RGA).

O fundo parece estar a ser cavado, não pelas pessoas que estão nos órgãos de gestão das associações, mas pelos próprios estudantes. Cada vez, mais o extra-curricular é desvalorizado pelos estudantes. A pressão económica de atingir resultados, faz com que se perca a vontade associativa, a vontade de conhecer o que está para além do curso.

Que alternativas? Que caminho devem os estudantes tomar? O do conformismo? O de deixar andar e penar?

Aos jovens pede-se que sejam próprios da sua idade, isto é, irreverentes, interventivos e participativos. Não se lhes pede que apenas alimentem o seu espírito nocturno e sua folia académica.

Dos jovens espera-se que não se conformem com o que não concordam. Que intervenham, que lutem, que opinem. Não se espera que fiquem calados.

O País precisa de Associações fortes, que lutem, que disponham um pouco da sua vida pessoal para construir um país melhor, um país sem autocracia, em que quem não concorda, não se conforma, mas MANIFESTA-SE!

Estudantes lutem pelo que vale a pena lutar e nunca se conformem. Façam o vosso próprio 25 de Abril. Portugal agradecerá...
publicado por Luís Caldas às 16:03

13 de Fevereiro de 2007
Iniciou-se este ano lectivo de 2006/07 a implementação do Processo de Bolonha em Portugal. Porém, a grande questão que salta a vista na primeira observação, é se estamos mesmo perante o que é preconizado com o Processo de Bolonha ou estamos a ver uma tentativa mais ao menos de mudar alguma coisa.

Não se verifica nenhuma mudança, em Portugal por questões políticas não se chama ao primeiro ciclo de formação inicial Bacharelato mas sim Licenciatura. É fácil enganar o povo dizendo que as competências de primeiro ciclo serão iguais às fornecidas pelas anteriores licenciaturas.

Ainda mais preocupante que esta "pseudo-bolonhização" é o subfinanciamento do Ensino Superior. É verdade que se gasta muito e mal nas Universidades, porém os cortes não podem ser feitos de uma forma aleatória e principalmente naqueles que melhor gerem...

É importante reorganizar o Ensino Superior, adequa-lo às verdadeiras necessidades do País, porque não podemos ter mão de obra qualificada no desemprego. Aí sim, o Ensino Superior não se torna um investimento, mas sim uma despesa.

Ideias precisam-se...
publicado por Luís Caldas às 17:42

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