27 de Fevereiro de 2008
Para mim este é o maior problema que existe em Portugal. Facilmente nos deixamos abater pelo desanimo e não temos confiança e espírito de inovação.

Quando as coisas estão mal desanimamos, quando não concordamos com algo conformamo-nos, quando a política está errada criticamos.

Contudo, não fazemos, não críamos, não remamos para mudar o rumo das coisas...

Até Quando?

Eu contínuo a remar...
publicado por Luís Caldas às 18:31

Mais outra que rema....
Um abraço, RS.
28 de Fevereiro de 2008 às 18:43

Anónimo:
É remar e "fugir" para o estrangeiro!!! hehehehe

Eu sei que não tem muito a ver com o tema mas explicaram-me o proquê de termos tão elevada taxa de inscritos no centro de desemprego...

imaginemos que sairam 100 alunos, desses 75 foram para espanha, mas como tem vontade de voltar a Porutgal continuam inscritos no centro de desemprego...penso que é uma boa explicação!...

.....

Quanto ao tema do post, também acho que as pessoas se acomodam muito, eu espero não ser assim e principalmente não vir a ser assim (acomodado)

Abraço...do mando...
28 de Fevereiro de 2008 às 22:59

Anónimo:
Colega Luís Caldas , concordo com o o post mas há que ter em conta algo que ainda emperra a mudança das mentalidades.Durante muitos anos habituamo-nos a calar pois o regime anterior ao 25 de Abril , não permitia a livre expressão do pensamento. Não era permitido estarem 2 pessoas num café pois cheirava a conspiração . A denúncia era patente. O medo era uma constante.O impacto psicológico do regime referido repercutia-se no silêncio , na apatia pois era a melhor maneira de escapar às perseguições da polícia política , de fugir das pressões institucionais de ver a vida transformada no inferno. O Bispo do Porto foi exilado em Espanha , por não ter papas na língua . não se podia agredir mas era preciso calá-lo , pois acordava as consciências. Era cada Homilia....mais parecia um comício. O 25 de Abril veio e com ele veio uma quantidade de benefícios que se foram esgotando no tempo , por força da distância do Golpe de Estado. As pessoas calaram-se ; amedrontaram-se ; fecharam-se na concha. Estamos a regressar aos tempos da ditadura , camuflada de democracia. Só que essa democracia só é visível em dia de eleições , quando a NAÇÂO tem a ilusão de decisão. Daí talvez o monstro da abstenção. As democracias perdem-se quando as pessoas lhes viram as costas. Os resistentes ao desânimo sujeitam-se a ser acossados pelos que ainda gostam de exercer o poder absoluto...e olhe que são muitos. Não vamos mais longe...a manifestação espontãnea dos professores , foi alvo da atenção da polícia , pois fotografaram os professores que falaram aos orgãos de comunicação social. Faz-me lembrar os tempos da pide, agora temos o SIS e etc. para ser democrata actualmente neste País é preciso ter um monte de qualidades: Pensar pela sua cabeça , não ser influenciável pelo medo , ouvir todos e tirar ilações , manter-se alerta contra comportamentos neo-ditatoriais , divulgar , e ter coragem. Cada vez mais é preciso ter coragem para enfrentar os atentados à Liberdade nas suas multiplas facetas. Podem não actuar abertamente mas subrepticiamente, envolvem a coragem num apertado estragulameto até a asfixiar. Ainda bem que muitos resistem e conseguem voltar , mesmo feridos.
O espírito crítico e analítico é algo que se desenvolve ao longo da vida. Mas tem de ser incentivado desde o berço , com moderação , carinho responsabilidade e acompanhamento pelos progenitores. É desenvolvido na escola e é consolidado ao longo da existência na vida social , académica , familiar , de trabalho e de lazer. É essa formação que determina , juntamente com a personalidade de cada um , um carácter forte e sem medo do medo , levando o indivíduo a assumir a sua própria coragem ; criando nele hábitos de análise ; permitindo um descernimento crescente relativo ao que está mal e bem. É esse o carisma do lutador que assume a sua luta.

Um Abraço

Margarida
1 de Março de 2008 às 13:54

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