18 de Fevereiro de 2008
Em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma temática que acho bastante pertinente e que parece que merece uma grande reflexão. Vou fazer a minha que reflectirá sempre a minha opinião.

Para mim o fundamental é lutarmos todos para mudarmos o paradigma.

Há uns anos atrás, os alunos que se encontravam em ensino clínico eram pressionados quer pelos docentes, quer pelos enfermeiros dos serviços. Esta pressão em nada beneficiava a aquisição de conhecimentos práticos e a consolidação de conhecimentos teóricos.

Porém, a época do estudante ser passivo na aprendizagem e o docente deter todo o conhecimento já passou. Acho que é fundamental para uma aprendizagem de qualidade que se optimizem nos serviços que recebem alunos ambientes favoráveis à aprendizagem.

O facto do Hospital e Centro de Saúde serem desconhecidos para o aluno, já lhes causa ansiedade suficiente para que este possa desenvolver todos os conhecimentos teóricos. Qual de nós não sentiu o peso da responsabilidade durante o ensino clínico que esteve?

Como tal, a definição de Ensino Clínico surge-me como um momento de aprendizagem baseado com uma formula reflexiva, analítica e propicia a aquisição de conhecimentos. O Ensino Clínico pode até ser considerado como uma aula prática num contexto específico em que o docente tem o dever de fazer com que os alunos adquiram conhecimentos práticos e aliem a esses conhecimentos a componente teórica. Esse mesmo espírito deve na minha opinião ser encarado pelo enfermeiro do serviço que recebe o aluno, de uma forma activa, isto é, deve também ele ser veiculo de transmissão de conhecimento e facilitador da aprendizagem. Aliás, isto é, uma competência inerente a própria profissão de enfermagem.

Acho portanto, que independentemente de ser o professor ou o enfermeiro a orientar o ensino clínico, ambos devem assumir o seu papel e facilitar ao aluno a sua aprendizagem. Devem como tal, não ver os alunos como um diminuidor de trabalho, mas como um trabalho acrescido pela necessidade de apoiar o aluno na sua formação.

Gostei bastante da concepção posta aqui pelo colega que esteve na Escola de Viana.

O Estágio é na minha opinião um momento completamente diferente em que o aluno na sua fase final da aprendizagem põe em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Aí apenas se exige ao enfermeiro a tarefa da supervisão, visto estarmos perante um finalista que requer que o enfermeiro o acompanhe.

Em suma, acho que todos devemos contribuir para mudar aqueles que têm a concepção de que o aluno chega ao serviço independentemente do ano em que se encontra e tem de saber prestar todos os cuidados que a pessoa necessita. O aluno tem um objectivo definido no ensino clínico e se é da competência do enfermeiro orientar o aluno nesse ensino, este deve conhecer os objectivos que o aluno tem.

É nosso dever enquanto enfermeiros contribuir para a formação de futuros profissionais, como tal, também nós devemos formar com excelência.
publicado por Luís Caldas às 23:09

Mando:
Neste aspecto concordo plenamente consigo, penso que os orientadores/coordenadores ainda tem uma ideia errada do ensino clínico, pois o que se passa neste momento (dependendo do enfermeiro!) é que nós alunos, temos de ir para o ensino clínico já a "saber tudo", "ai de nós" se não soubermos, menos uns valores na avaliação. Se é ENSINO clinico deveriamos estar a aprender não a ser meramente avaliados pelo que sabemos ou não sabemos,..., mais uma vez, uma questão de mentalidades...
19 de Fevereiro de 2008 às 18:54

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