06 de Março de 2009

"Nada é tão perigoso como deixar permanecer um homem muito tempo no poder. O povo habitua-se a obedecer-lhe e ele habitua-se a mandar. Daqui nasce a usurpação e a tirania."

Simon Bolívar

publicado por Luís Caldas às 00:19

Anónimo:
Frase acertada para momento acertado. Senão vejamos porque é que os enfermeiros quendo estava no poder o PSD faziam greve e agora não fazem? porque a maioria deles são SOCRETINOS, nem mais --- e depois desculpam-se que estão de horário fixo, desmotivados, que a manifestação não deveria ser feita com outros trabalhadores (até parece que não são!, pois todos são agora gestores, já não me lembrava...)e alguns no desemprego!!!

É uma classe amplamente desunida, lambebotas, maldizente e sobretudo (pelos vistos)SOCRETINA!

Graça
14 de Março de 2009 às 12:33

Caro anónimo. Discordo consigo nalguns pontos. Durante esta legislatura socialista já houveram greves e manifestações por parte dos enfermeiros. Quantos aos adjectivos de "lambebotas" e "maldizentes" gostaria que esclarecesse e argumentasse o que o leva a pensar assim. Falar e criticar é muito fácil, e enfiar toda uma classe no mesmo saco é um pouco injusto e desonesto da sua parte. Os enfermeiros são fundamentais num sistema de saúde pois contemplam variadíssimas competências que mais classe nenhuma na área da saúde comtempla.
Concordo consigo quando diz que somos uma classe desunida, isso somos e até em demasia. Contudo também não me parece que sejam as greves a solução para os problemas dos enfermeiros e restantes trabalhadores deste país. Concordo com greves fundamentadas e em dose q.b., mas fazer das greves um instrumento rotineiro de contestação pública (e algumas à sexta-feira) é inconsequente e só demonstra as nossas fraquezas. Temos de lutar por melhores condições no terreno, demostrando esforço e dedicação pelas nossas profissões, para que na nossa ausência as fragilidades sejam sentidas e nos dêem o devido valor.
27 de Março de 2009 às 15:21

Anónimo:
Primeiro dizer que "É uma classe amplamente desunida, lambebotas, maldizente e sobretudo (pelos vistos)SOCRETINA!"não quer dizer que todos os sejam, quer dizer uma grande parte dela(amplamente).
Lembro-lhe que vivemos numa democracia, logo se discorda do que eu digo, tem esse direito, "não me aquece nem me arrefece".
Segundo: não me conhece de parte alguma quando diz que sou desonesto e injusto no que afirmo, pois como sou do género feminino, logo sou desonesta e injusta ....quanto a isso posso dizer-lhe que já sofri muita desonestidade e injustiça e mais não digo para não envergonhar a dita parte;
Terceiro: não vou argumentar nada do que disse porque a minha opinião é minha e como tal pertence-me de direito, pois acho que ainda vivemos num país em que se pode ter as suas próprias opiniões ou será que não? e por último, que eu saiba não estou a defender nenhuma tese para argumentar aquilo que disse.
Passe bem, Graça.
2 de Abril de 2009 às 19:29

Está alguem por esse lado ?

Tem andado ausentes!

http://cogitare.forumenfermagem.org/
6 de Abril de 2009 às 13:01

Cara Graça, peço desculpa pelo erro da minha parte relativamente ao seu género, mas efectivamente não reparei que tinha assinado o seu nome por baixo de um comentário em anonimato. Daí a ter tratado como sendo do sexo masculino, que por sinal é o que se faz em língua portuguesa, quando se desconhece o género da pessoa em causa.

Quanto à aua frase - "É uma classe amplamente desunida, lambebotas, maldizente e sobretudo (pelos vistos)SOCRETINA!".

Também lhe digo que costumo interpretar o que está escrito, por isso, se uma classe engloba todos os profissionais dessa mesma classe, e se a palavra amplamente e segundo o dicionário de língua portuguesa segnifica:
1. Vasto em extremo.
2. Sem restrição.
3. Extenso, dilatado, largo.
Compreenderá o porquê de achar que enfiou todos os enfermeiros no mesmo "saco", em relação ao que adjectivou.


Mais, quando diz - "Lembro-lhe que vivemos numa democracia, logo se discorda do que eu digo, tem esse direito, "não me aquece nem me arrefece".

Também não compreendo porque respondeu ao meu comentário de forma tão ressabiada. Fique também sabendo que nas democracias saudáveis, as pessoas não se ficam por meias palavras nem atiram "farpas para o ar", o que fazem antes, é discutir e argumentar para se compreenderem umas às outras e se possível chegar a consensos.


E quando diz - "não me conhece de parte alguma quando diz que sou desonesto e injusto no que afirmo".

Que eu saiba não é necessário conhecer uma pessoa nem parcial nem integralmente para se emitir um juizo sobre ela relativamente aos seus actos ou palavras em determinados contextos e situações. Para mim continuo a afirmar que, no contexto em que adjectivou os enfermeiros, foi injusta e desonesta (à luz do que interpretei nas suas palavras).


E quando diz - "quanto a isso posso dizer-lhe que já sofri muita desonestidade e injustiça e mais não digo para não envergonhar a dita parte".

A mim não me envergonha em nada, até porque, tenho plena consciência que há maus profissionais de enfermagem, assim como há maus profissionais em todas as áreas laborais. Talvez tenha tido má sorte, mas também lhe relembro que há livros de reclamações e tribunais para julgar os que a injustiçaram.


E por último, quando diz - "não vou argumentar nada do que disse porque a minha opinião é minha e como tal pertence-me de direito, pois acho que ainda vivemos num país em que se pode ter as suas próprias opiniões ou será que não? e por último, que eu saiba não estou a defender nenhuma tese para argumentar aquilo que disse."

Longe de mim querer roubar-lhe a sua opinião, mas as pessoas podem mudar de opinião ao longo da vida, certo? Afinal de contas estamos sempre a aprender uns com os outros, certo? Até concordei consigo nalguns pontos do seu comentário, certo? os blogues foram criados para se argumentarem opiniões, certo? Para além disso apenas disse que gostaria que argumentasse, logo não a obrigo fazê-lo, certo? E que eu saiba o valor da argumentação não é exclusivo para a defesa teses, certo?


Ah, e já agora e relativamente a outro ponto do seu primeiro comentário, quando, diz - "(...)e depois desculpam-se que estão de horário fixo, desmotivados, que a manifestação não deveria ser feita com outros trabalhadores (até parece que não são!"

Não se pode esquecer que os enfermeiros têm sindicatos próprios, para os quais os sindicalizados descontam uma parcela do seu ordenado, e segundo os quais são lançadas reivindicações próprias da dita classe que justificam a greve. Não se esqueça que têm de haver os tais ARGUMENTOS para justificar uma greve que nem sempre são os mesmos ARGUMENTOS dos restantes trabalhadores da função pública, uma vez que cada profissão tem realidades diferentes. Logo, talvez não faça sempre sentido fazer greves conjuntas, certo?


Passe bem.
9 de Abril de 2009 às 18:22

Uma Boa Páscoa, com tudo de bom.
10 de Abril de 2009 às 15:06

Boa Pascoa e um até já
11 de Abril de 2009 às 01:04

Anónimo:
"Fique também sabendo que nas democracias saudáveis, as pessoas não se ficam por meias palavras nem atiram "farpas para o ar", o que fazem antes, é discutir e argumentar para se compreenderem umas às outras e se possível chegar a consensos".
Que democracias saudáveis refere o senhor? aquelas em que o que se reclama cai muitas vezes em saco roto? que se chega à conclusão que é melhor estar calado, senão sofremos represálias?
"mas também lhe relembro que há livros de reclamações e tribunais para julgar os que a injustiçaram".
pois há instituições para nos queixarmos, embora pareça, às vezes, haver nelas dois pesos e duas medidas, basta ver aquilo que aconteceu recentemente com o enfermeiro do HSJ.
Infelizmente todos sabemos que a enfermagem está doente, mais doente do que se julga!
Graça
23 de Maio de 2009 às 09:43

Cara Graça, que o Estado democrático em Portugal esteja obsoleto dou-lhe toda a razão, mas a continuar a pensar dessa forma, tudo continuará igual. Quem faz as grandes mudanças nos regimes governamentais são a sociedade, e nós, fazendo parte dela temos o dever de individualmente tentar mudar o que está mal, não limitando as nossas acções às mesas de voto.
E que a justicça no nosso país seja uma anedota, também lhe dou toda a razão, mas também não é nos blogues que vai conseguir justiça.
E quanto à enfermagem estar doente discordo plenamente consigo, o que está doente é o sistema onde os enfermeiros trabalham e as condições que lhes são colocadas. Não se fazem omoletes sem ovos, da mesma forma que não se prestam cuidados de enfermagem de qualidade sem recursos humanos suficientes, entre outras coisas. Para além disso a enfermagem á a classe da função pública com menor taxa de abstenção laboral, e continuo a ver muitos enfermeiros que priam pela sua formação continua e actualização de conhecimentos sem garantias de retorno (porque os mestrados e pós-graduações e especializações saem do bolso dos enfermeiros, que actualmente nem lhes vêm reconhecidos os graus académicos em carreira profissional alguma) ao contrario de outras classes. Dou-lhe agora um exemplo caricato que parece do 3º mundo: no serviço onde trabalho, na passada semana, choveu em cima de uma doente inundando todo o chão. O tecto da enfermaria ficou em riscos de ruir, e teve de se evacuar as 4 doentes daquela enfermaria para outras no meio de muito trabalho que ainda havia por fazer, ou seja andei a fazer de trolha em vez de enfermeiro, como muitas vezes faço de médico, de administrativo, de técnico de análises clínicas e de outras coisas mais, porque penso no bem do utente, pois podia-me borrifar para tudo e deixar a merda acontecer, só que no final, sofreria sempre o podre, que é como diz, a enfermagem.
28 de Maio de 2009 às 16:17

Caro Abel, não disse que a enfermagem está podre (e secalhar vai a caminho, o futuro nos dirá, mas Deus queira que não...), disse sim que está doente e parece cada vez mais desunida:embora todos sejam enfermeiros, existem enfermeiros docentes (separados do MS), enfermeiros chefes (que andam a "lutar" por uma classe de gestores, dissem eles, e é vê-los , alguns deles,a desfilarem na sua arrogância e prepotência, a verbalizarem que são gestores de cuidados com ar de pessoas muito importantes, não há pachorra, mesmo!)e os enfermeiros, que querem quase todos ser ou virem a ser chefes....isto é a realidade de muitos serviços e centros de saúde ou USF, queiram ou não queiram......infelizmente.

Obrigada, Graça Ribeiro.
13 de Junho de 2009 às 19:42

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