29 de Outubro de 2007
Pensarão alguns de vós que este texto será um espelho de algo distante, talvez remoto a um país longínquo. Estão errados, para aqueles que como eu são de Braga, não poderiam estar mais perto.

Braga é um Império decadente, filho de uma Revolução que nunca chegou a acontecer nesta cidade. O seu poder não sai das mãos da mesma pessoa à mais de trinta anos. Dizem alguns que o trabalho deste edil na autarquia bracarense é louvável e deixa obra. Aceito que o digam, porém a que custo?

Onde está o belo Campo da Vinha repleto de árvores? Foi substituído por um parque de estacionamento e algo que dizem ser arquitectonicamente belo, não vejo onde, vejo sim betão e mais betão.

Onde está o novo Hospital de Braga, prometido há quase 20 anos? Não está, irá avançar no próximo ano, fruto de pressões da autarquia bracarense? Não me parece.

Onde está a requalificação do Parque da Ponte, tornando-o o verdadeiro ponto verde e dinâmico da cidade?

Para que freguesia irá o maior parque de diversões do país? Também não será em Braga, vai para Penafiel.

Quais são os transportes públicos mais caros do País? Está é fácil senhor Mesquita, chamam-se Transportes Urbanos de Braga.

Há assaltos na zona da Universidade do Minho, os cidadãos pedem policiamento... Que faz a policia? Operações Stop na referida zona. Sabe como é senhor Presidente, os ladrões andam de carro e em excesso de velocidade e com documentos roubados.

Porque demorou uma obra pública mais de 10 anos a ser feita? Porque é o Teatro Circo o único espaço de dinamização cultural da CMB? Porque não publica a CMB no seu Diário Digital as actividades culturais desenvolvidas pelas Associações de Estudantes de Braga, mesmo após pedidos insistentes destas? Não será a Cultura da Cidade importante? Ou será que é preciso de ser do partido para ter tal divulgação?

Porque é que nesta cidade impera o feudo, em que o Senhor Imperador eleito democraticamente por aqueles que vêem o donativo e a cacicagem como o tapa-buracos, a promessa vã e oca. Como tem sido enganado o povo bracarense. Fieis ao único imperador que tiveram, que nasceu e vive no presente, mas que comanda e dita como se no passado estivesse.

Espero que o Rio da mudança leve finalmente Braga para a frente e que deixemos de falar de Braga como o local onde é segundo o Slogan é bom viver, mas que passem a ser os cidadãos de Braga a dizerem: É BOM VIVER EM BRAGA.

Rumo a 2009.
publicado por Luís Caldas às 13:58

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